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temas >> projectos de
investimento |
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Projecto de Investimento
Nos últimos anos Portugal tem beneficiado dos apoios de vários
fundos e programas comunitários: Essas ajudas integraram-se no I Quadro
Comunitário de Apoio de No ano 2000 entrou em vigor o III Quadro
Comunitário de Apoio(QCA III- 2000-2006), onde se insere o Plano
Operacional da Economia. O POE está dividido em
três eixos: 1. Actuar sobre os factores de competitividade da empresa Medida 1.1-
Promover pequenas iniciativas empresariais (SIPIE) Medida1.2-
Favorecer estratégias empresariais modernas e competitivas(SIME) 2. Promover áreas estratégicas para o desenvolvimento 3. Melhorar a envolvente empresarial Concentremos a nossa atenção no SIPIE(Sistema de Incentivos às
Pequenas Iniciativas Empresariais) O SIPIE - visa o apoio a pequenos projectos, da
iniciativa de micro ou pequenas empresas, com investimento elegível entre 15
mil e 150 mil euros (3 007 contos e 30 072 contos, respectivamente) e cuja
actividade se insira nos sectores da indústria, comércio, construção, turismo
ou serviços. A taxa de apoio será de 40%
sobre o investimento considerado elegível, com um acréscimo de mais 5% se o "Responsável do Projecto" (ver ponto I
2.5) reunir as condições previstas para ser considerado como
"Gestor do Investimento". O incentivo a conceder assume
a modalidade de incentivo não reembolsável. O promotor que vier a ser
beneficiado pela concessão de incentivo ao abrigo deste sistema fica
condicionado a um limite máximo de 100 000 euros (20 048 contos), por empresa
beneficiária, durante um período de três anos a contar da data de homologação
do 1º incentivo. Esta regra aplica-se ao conjunto dos apoios recebidos, no
âmbito deste ou de outros sistemas, que apresentem também este limite. São objectivos do SIPIE: o Promover ganhos sistémicos de competitividade nas pequenas e
microempresas, designadamente através do reforço da sua capacidade técnica e
tecnológica e da modernização das estruturas; o Promover o investimento em áreas da empresa
que potenciem os factores de competitividade, nomeadamente nas áreas de
organização e gestão; qualidade; ambiente, segurança, e higiene; e inovação
tecnológica, incluindo racionalização energética. Poderão
ser apoiados projectos de criação ou de desenvolvimento de micro ou pequenas empresas, cujos projectos de
investimento incidam nas actividades seguintes (classificadas de acordo com a
Classificação Portuguesa das Actividades Económicas - Rev. 2, Dec-Lei 182/93
de 14 de Maio): INDÚSTRIA - divisões CONSTRUÇÃO - divisão 45 (Construção) da CAE; COMÉRCIO - divisões 50 (Comércio e Reparação de Automóveis e Comércio a Retalho
de Combustíveis), 51 (Comércio por Grosso) e 52 (Comércio a Retalho e
Reparação de Bens Pessoais e Domésticos) da CAE; TURISMO - grupos 551 (Estabelecimentos Hoteleiros), 552 (Parques de Campismo e
outros locais de alojamento de curta duração), 553 (Restaurantes), 554
(Estabelecimentos de Bebidas), 633 (Agências de Viagem e de Turismo) e 711
(Aluguer de Veículos Automóveis) da CAE; Poderão ser
abrangidas, desde que consideradas com interesse para o turismo, pela
Direcção Geral do Turismo, as classes 9232 (Gestão de Salas de Espectáculo e
actividades conexas), 9233 (Parques de Diversão), 9234 ( Outras Actividades
de Espectáculos), 9261 (Gestão de Instalações Desportivas), 9262 (Outras
Actividades Desportivas) e 9272 (Outras Actividades Recreativas), e as
subclasses 93041 (Termalismo) e 93042 (Manutenção Física) da CAE; SERVIÇOS - divisões 72 (Actividades Informáticas e Conexas), 73 (Investigação e
Desenvolvimento), 74 (Actividades e Serviços Prestados principalmente às
Empresas) e 90 (Saneamento e Higiene Pública), grupos 631 (Manuseamento e
Armazenagem), 632 (Outras actividades auxiliares dos transportes) e 634
(Actividades dos agentes transitários, aduaneiros e similares de apoio ao
transporte), classes 9301 (Lavagem e limpeza a seco de têxteis e peles), 9302
(Actividades de Salões de Cabeleireiros e Institutos de Beleza) e 9211
(Produção de Filmes e de Vídeos e Actividades Técnicas de Pós-Produção) e
subclasses 01410 (Actividades dos serviços relacionadas com a agricultura),
02012 (Exploração florestal), 02020 (Actividades dos serviços relacionados
com a silvicultura e a exploração florestal), 60211(Transporte urbano e local
por metropolitano, eléctrico, troleicarro e autocarro), 60212 (Transporte
interurbano em autocarros), 60220 (Transporte ocasional de passageiros em
veículos ligeiros) e 60240 (Transportes Rodoviários de Mercadorias). As actividades
incluídas nas divisões 74 (Actividades e Serviços Prestados principalmente às
Empresas) e 90 (Saneamento e Higiene Pública) poderão ser abrangidas, desde
que visem serviços para os quais exista oferta insuficiente e que apoiem a
eficiência e a competitividade das empresas. No caso
de o projecto se enquadrar em outro sector de actividade, não mencionado,
deverá fundamentar previamente a sua proposta à entidade gestora. As
entidades responsáveis pela gestão do SIPIE são o Instituto de Financiamento
e Apoio ao Turismo - IFT, para os projectos do sector do Turismo, e o -
Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e ao Investimento - IAPMEI,
para os projectos dos restantes sectores de actividade A candidatura é constituída por: ·
Formulário de Candidatura o
Dados Gerais da Candidatura n Dados do promotor: Identificação do promotor, o CAE e a
designação da actividade económica, os
participantes no capital do promotor, apoios financeiros no âmbito do QCA III. n Dados do projecto:
Descrição do projecto, Investimento e Calendarização, localização e
responsável pelo projecto n Condições de
elegibilidade: do promotor e do projecto. o
Caracterização do Promotor n Evolução da empresa n Produtos/Mercadorias/Serviços
e Mercados o
Caracterização do Projecto n Objectivos n Impacto do projecto
na actividade da empresa n Justificação da
localização escolhida n Financiamento do
projecto n Fundamentação das
fontes de financiamento o Quadros: Balanço histórico da empresa,
Demonstrações de resultados históricos e previsionais da empresa, criação de
postos de trabalho O
Formulário de Candidatura poderá ser enviado pela Internet uma vez
concluído o preenchimento deste formulário electrónico. Poderá ainda ser
apresentado nos postos de atendimento competentes do Ministério da Economia. ·
O Dossier de Candidatura , Neste
Dossier deverá constar:
- Documentos comprovativos da elegibilidade:
as declarações e as demonstrações referentes às condições de elegibilidade,
do Promotor e do Projecto;
- Os elementos de fundamentação do investimento e pressupostos que presidiram à sua
definição: Facturas pró-forma, orçamentos, contratos, escritura. O Dossier de Candidatura ficará em poder do promotor, para consulta
dos técnicos da entidade gestora e deverá estar constantemente actualizado
com os últimos documentos exigíveis, à medida que o projecto de investimento
é executado. Estes documentos poderão ser solicitados pela entidade gestora,
em qualquer fase da análise, da contratação, da execução ou da verificação do
projecto. O Formulário pode ser entregue em suporte papel ou
em formato electrónico (CD-ROM ou via internet). O CD que contêm o formulário electrónico pode ser adquirido no Gabinete do Gestor POE –Rua Rodrigues Sampaio, 13, 1169-028- Lisboa Informações: (Telf: 213155548, e-mail: gab@poe.min-economia.pt www.poe.min-economia.pt
Projecto : Posto de
Abastecimento Joaquim Peres 1 - BREVE
DESCRIÇÃO DA ACTIVIDADE A DESENVOLVER
1.1 - Identificação da Empresa 1.1.1– Denominação Joaquim
Ribeiro Peres 1.1.2- Sede Social Valverde- 2025-Alcanede 1.1.3- Estrutura Jurídica Comerciante em nome
individual 1.1.4 - Actividade O comerciante tem como actividade
principal o comércio retalhista de combustíveis para veículos motorizados.
Actividade registada no Instituto Nacional de Estatística com o CAE 50500. O
negócio envolve actividades mais diversas, tais como: q
Abastecimento
de combustíveis q
Área
de lavagem e conservação auto q
Serviço
de Snack-Bar 1.1.5- Capital O comerciante possuía no
início de 1998 um capital próprio de 35 126000$ 1.2 - Elementos Curriculares dos Promotores do
Projecto e dos Responsáveis O promotor do projecto Joaquim Ribeiro
Peres de 35 anos desenvolve a actividade empresarial desde 1989 com a criação de gado bovino
para abate, funcionando como empresário em nome individual. Possui o 7ºAno de Escolaridade e no ano
de 1987 frequentou um curso para jovens empresários e que por sua vez
constituiu um incentivo para iniciar a sua actividade profissional. No início da década de 90 diversifica a
sua actividade para a comercialização de combustíveis implantando um Posto de
abastecimento através de um contrato com a PetroIbérica. O promotor do projecto revela uma certa
apetência em termos comerciais, como se
comprova pelo crescimento sustentado da sua actividade de
comercialização de combustíveis. 1.3 -Evolução histórica dos últimos dois anos Da análise dos elementos históricos da empresa nos
anos de 1996 e 1997, que se anexam, são de realçar os seguintes
aspectos: As existências têm o maior peso na estrutura do
Activo, o que está dentro da normalidade em virtude da empresa proceder à
venda de grandes quantidades de combustíveis. Contudo registou-se uma ligeira
descida no Imobilizado corpóreo líquido, embora o imobilizado corpóreo bruto
tivesse aumentado ligeiramente. Em 1998 houve um aumento do Imobilizado
corpóreo, resultante da política de modernização que a empresa seguiu. Para o
ano de 1999 e seguintes, devido à acção do presente projecto a empresa vai
aumentar substancialmente o seu Imobilizado, em consequência da remodelação e
ampliação de instalações e da aquisição de novos equipamentos. A empresa registou um crescimento das vendas de 1996 para 1997, passou de 222
mil contos para 256 mil contos, e que está de acordo com a política de vendas
previamente definida. A empresa teve
um lucro de 1735 contos em 1996 e de 937 contos em 1997 em consequência do
aumento das vendas. Por ultimo, podemos verificar que a empresa está
numa fase de lançamento tendo uma situação
financeira estável , tal como se pode comprovar pelo Balancete de Dezembro de
2 - MEIO
ENVOLVENTE
2.1 - A região onde o projecto se insere O
Posto de Abastecimento fica localizado O Concelho de Santarém insere-se na região Lisboa e Vale do Tejo que por sua vez abrange a · Lezíria do Tejo(Concelhos de Santarém, Almeirim Rio
Maior...) A evolução da população portuguesa nas
últimas décadas ficou marcada por um crescimento assimétrico que reforçou o
peso demográfico das regiões do litoral e a desfavor do resto do País como se
comprova no mapa seguinte. A litoralização é um factor de progressiva
concentração de população e de actividades económicas, contribuindo desta
forma para acentuar as disparidades regionais(económicas, sociais e culturais
) que desde longa data identificaram Portugal.
Em 1994 74,2% dos 9 415 000 habitantes
residentes no Continente concentravam-se nos distritos do litoral e em
especial nas Áreas Metropolitanas de Lisboa e Porto. Estas áreas ocupam menos
de 5% da superfície do Continente e
detêm 39% da população. Assim as grandes disparidades regionais de distribuição espacial da população e das actividades económicas podem ser visualizadas através de vários indicadores demográficos, económicos, sociais, saúde e culturais e onde se incluem o poder de compra, a densidade populacional, a produção industrial, o número de lojas comerciais, o número de viaturas pesadas e o nº de automóveis. Indicadores de grande utilidade para o estudo de mercado. O distrito de Santarém é de forte concentração populacional e
empresarial e regista uma densidade média superior à registada no Continente.
O Distrito de Santarém que
em 1960 contava com 461707 habitantes residentes até 1996 perdeu 16737 dos
seus efectivos, já que nesse ano apenas registava 444 970 e que corresponde a
diminuição populacional de 3,6%. Por outro lado, o próprio centro urbano de
Santarém teve, no mesmo período de tempo, um aumento populacional de 43,9%
passando os seus efectivos residentes de 16 449 para 24 678. Paralelamente a
esta evolução populacional positiva na cidade e freguesias, houve alteração
na estrutura demográfica em termos de envelhecimento populacional. A análise da distribuição
da população activa por sectores
indica que na região Lezíria e Vale do Tejo, o sector de serviços absorve
45,4% dos activos e a indústria 32,7%. Por outro lado a agricultura absorve
21,8%. A proximidade de Lisboa
marca profundamente o desenvolvimento e a vida social e económica de
Santarém. Embora muita gente se desloque diariamente para Lisboa para
trabalhar, Santarém oferece postos de trabalho, sobretudo nos sectores
terciário. A cidade dispõe de importante pólo universitário representados por
Institutos Politécnicos com mais de 4 mil alunos. Os cursos aí ministrados
procuram formar quadros capazes de satisfazer as necessidades das empresas aí
instaladas, sem esquecer a formação agrícola. A Escola Agrícola de
Santarém é uma das mais antigas do País O Turismo é um sector O tecido empresarial do Distrito é
constituído sobretudo por pequenas e médias empresas nos ramos agrícola,
extracção e trabalhos de pedra e nas diversas indústrias e que têm sido pólos
de atracção para a absorção de mão de
obra e como factores dinamizadores do desenvolvimento da região. As
acessibilidades da região onde o Posto de Abastecimento de Joaquim Peres se localiza são mais um factor de
dinamização. O Posto de Abastecimento localiza-se no meio de uma área
agrícola e junto às pedreiras da serra de Aire em que os seus agentes
económicos são os principais clientes. 2.2- Actividades e Mercados a Desenvolver 2.2.1 - Breve Introdução ao Sector de Actividade O vertiginoso crescimento do consumo de
energia, constitui um dos aspectos mais característicos da vida moderna. A
indústria, os transportes, a agricultura e as actividades terciárias e
domésticas consomem incalculáveis e sempre crescentes quantidades de energia.
Este aumento de consumo de energia é o resultado da conjugação de vários
factores como o desenvolvimento industrial e dos transportes, do crescimento
da população e do melhor nível de vida
das populações. Portugal, embora desfasado no tempo em
relação aos países mais desenvolvidos, acompanhou o crescimento brutal do
consumo de energia sobretudo após 1970, como se pode comprovar pela evolução do consumo de energia primária em
Portugal e do consumo de energia per capita. O aumento de consumo de energia
per capita passou de 6,3 milhões de TEP (Tonelada-Equivalente-petróleo-
Quantidade de energia libertada pela combustão de uma tonelada de petróleo)
em 1971 para 18,3 milhões em 1994. No contexto da União Europeia Portugal
apresenta o mais baixo consumo de energia per capita, o que revela o nosso
atraso socioeconómico.
No plano do consumo sectorial, a
primazia vai para a indústria que absorve quase metade (45,6%) do total da
energia consumida em Portugal, seguida dos transportes e do sector doméstico. Portugal é muito pobre em recursos
energéticos. As reservas de carvão são muito modestas e não há extracção de
petróleo. Resta a Portugal a energia hídrica como principal recurso. Quanto
às energias alternativas(eólica, solar...) embora Portugal possua boas
condições está, ainda, numa fase de experimentação e desenvolvimento. A pobreza em recursos energéticos
sobretudo em combustíveis fósseis obriga à sua importação com consequências
negativas na balança comercial e por outro lado faz aumentar a taxa de
dependência energética, uma das mais elevadas da Europa.
Dentro das fontes de
energia, o petróleo pelos derivados que produz, é aquele que nos interessa para
o projecto Em 1994 Portugal importou cerca de 14,1 milhões de
toneladas de petróleo correspondentes a 71,3% da energia primária consumida
no País e que custaram 305 milhões de contos. Quanto ao consumo
sectorial dos combustíveis derivados de petróleo(gasolina, gasóleo...)
destacam-se os transportes rodoviários(31% do consumo total) e as industrias
transformadoras(29,4%). A agricultura e pescas consomem 8%. Por regiões o consumo é
maior nas zonas do litoral e nas zonas industriais. O Distrito de Santarém
tem uma posição intermédia. As industrias, as pedreiras e as explorações
agrícolas existentes possibilitam que haja um aumento das necessidades de
gasóleo, gasolina e de outros derivados e por consequência um aumento da
necessidade de Postos de Abastecimento na zona. As vendas de combustíveis em Portugal tem aumentado ao longo dos anos
fruto do crescimento do nº de automóveis, tractores, viaturas pesadas. As
vendas de combustíveis, como se verifica no mapa seguinte, tem um peso
significativo dentro do contexto da zona Lisboa e Vale do Tejo A utilidade dos
combustíveis passa, como é evidente pela sua distribuição. A implementação de
Áreas de serviço têm contribuído nos últimos anos para uma melhor utilização
dos combustíveis e que tem vindo ao encontro das necessidades dos principais
consumidores: os automobilistas, industriais, serviços públicos,
agricultores. Têm surgido por todo o
País diversas Áreas de Serviço concessionárias ou não de grandes
empresas como GALP, Mobil, BP. Repsol, Cipol, Shell e Petroibérica. O aparecimento das novas Áreas de Serviço
estão inteiramente ligadas ao aumento do parque automóvel e ao
desenvolvimento da rede viária, temas a analisar no ponto 2.2.3-Principais Clientes e Mercados. 2.2.2 -Serviços a prestar O negócio com as
características da Área de Serviço do Sr. Joaquim Ribeiro Peres agrupa
actividades muito diversas e interrelacionadas : · Serviço de
Snack- Bar · Área de
lavagem e conservação auto · Abastecimento
de combustíveis Ø
Gasóleo Ø
Gasolina super Ø
Gasóleo agrícola Ø
Lubrificantes Ø
GPL 2.2.3 - Principais clientes e mercados A análise do mercado de
combustíveis pode ser esquematizado em vários níveis
Os
principais clientes efectivos e potenciais da Área de Serviço do Sr.Joaquim
Ribeiro Peres são: · Fornecimento de combustíveis Agentes económicos da região,
especialmente cerca de 300 pedreiras e agricultores da zona. O Posto abastece
cerca de 350 viaturas pesadas das pedreiras, os tractores e carrinhas de 50
agricultores da zona. · Serviços de bar Os trabalhadores agrícolas e das
pedreiras e os ocupantes dos carros particulares · Lavagens Incluem-se neste segmento de mercado,
não só os carros particulares como as viaturas das empresas da zona. A instalação do serviço de lavagens e o
aumento do bar, vertentes do presente projecto, serão segundo o promotor mais
um pólo de atracção e complementar do abastecimento de combustíveis. O mercado
alvo do Posto de Abastecimento são as empresas de extracção e tratamento
de pedra e os agricultores, que pelo seu número são uma das prioridades do
empresário Joaquim Ribeiro Peres. Contudo o mercado particular constituído
pelos automóveis familiares é outro mercado que não é esquecido. Uma vez que não pode atingir todos os
potenciais compradores do mesmo modo, sobretudo por questões de eficiência, o
mercado é segmentado por tipo de cliente, tendo em conta a quota parte dos
combustíveis para as vendas totais: 80% do gasóleo, e 20 % para a gasolina
super e sem chumbo. A estratégia a seguir assentará nos objectivos, valores
defendidos e na capacidade de gestão de Joaquim Peres e, estará condicionada
pela evolução dos vários segmentos de mercado em resultado da conjugação de
vários factores. Neste tipo de actividade, em análise neste projecto, no estudo
de mercado consideram-se 4 vertentes fundamentais: ·Evolução da população em termos qualitativos e
quantitativos e que passa pela quantificação da população total, distribuição
da população por sectores, pela densidade populacional, taxa de urbanização,
aumento do poder de compra etc. ·Desenvolvimento das actividades económicas e pela estrutura empresarial. ·Desenvolvimento
dos transportes acessibilidades/ Alargamento da rede viária ·Crescimento do
parque automóvel que devem ser analisadas com o objectivo
de quantificar o mercado potencial de combustíveis(gasolina, gasóleo....), a
apresentar no estudo financeiro e que sirvam de apoio para o desenvolvimento
da Área de Serviço de Joaquim Peres. Passemos à sua análise sumária.
É normal, nos dias de
hoje, os movimentos pendulares diários de vários profissionais que se
deslocam das cidades como Lisboa e Porto para a periferia. Por outro lado a
forte concentração da população e o custo dos terrenos e das habitações nas
cidades de Lisboa e Porto tem conduzido ao seu descongestionamento em
especial no aspecto demográfico e económico(instalações industriais e
comerciais), o que tem desencadeado um movimento divergente para a periferia
e para as cidades mais próximas como é o caso de Santarém. Por estas e por
outras razões as cidades de Lisboa e Porto tem vindo a perder população nos
últimos 15 anos. No que diz respeito à
evolução da população a zona da Lezíria do Tejo tem sofrido um aumento lento
ao longo dos anos.
Em termos gerais, não se
poderá afirmar que a zona circundante a Santarém, onde se inclui
Valverde/Alcanede, seja uma zona de concentração populacional, ao contrário
do que acontece na própria cidade de Santarém. Contudo a densidade do
concelho como se verifica está acima da média
verificada em Portugal.
Em termos empresariais, verifica-se um
aumento das unidades produtivas e uma renovação das já existentes , em
especial na agricultura, na pecuária, na extracção de pedra e no seu
tratamento e que tem efeitos induzidos noutras actividades, onde se integra o
comércio e as distribuidoras de combustíveis. Olhando para a realidade industrial do
País, verifica-se que o distrito de Santarém
pertence a uma das regiões mais industrializadas: Lisboa e Vale do Tejo. Região industrial que mais contribui para
o VAB e para o PIB industriais. Por
outro lado o Distrito de Santarém possui muitas unidades produtivas
distribuídas por vários ramos económicos: pecuária, agricultura, indústria
extractiva e tratamento da pedra. Para este dinamismo
concorrem diversos factores, em grande parte ligados à grande metrópole
urbana que é Lisboa e a sua periferia. Entre eles destacam-se o vasto mercado
regional, a localização em relação aos principais mercados mundiais e a
oferta de diferentes infraestruturas de transporte, assim como de ensino,
formação profissional e a investigação científica e tecnológica. Em Portugal, o inegável desenvolvimento nos
últimos anos dos serviços de transporte, em particular da rede rodoviária e o
crescimento do parque de viaturas ligeiras e pesadas, tem vindo a fazer efeitos induzidos muito
positivos sobre o tecido económico e social, essencialmente pela melhoria de
acessibilidade interna e externa.
Em 1996 do trafego
interno de mercadorias medido em toneladas transportadas, cerca de 93,3%
pertencem à rodovia e tem vindo a crescer. O mesmo acontece com o transporte
de passageiros. O transporte de rodovia é o meio de transporte que melhor se
adequa ao transporte de mercadorias
uma vez que pode assegurar a entrega
rápida e seguir intenerários flexíveis, apesar de, em alguns casos ter custos
elevados em consequência do elevado consumo de combustível. A rede rodoviária conheceu um
crescimento verdadeiramente explosivo, associando hoje um papel de primeira
grandeza no tráfego de mercadorias, de passageiros, quer interno quer
externo. A rede rodoviária e a intensidade de
circulação apresentam grandes contrastes regionais como se pode comprovar no
mapa anterior. A rede é mais densa no
litoral a norte do Sado(+ de A
rede rodoviária actual sofreu nos últimos anos um grande incremento.
A partir dos meados do
século XIX, altura Mas é com o Plano
Rodoviário Nacional de 1985, largamente financiado pelos fundos comunitários
que a rede rodoviária conheceu o seu maior desenvolvimento aumentando as
acessibilidades
Em 1986 Portugal dispunha
apenas de Em do Tejo . Em termos regionais, como se comprova pelos mapas anteriores, a
zona onde se localiza o Posto de Abastecimento de Joaquim Peres, está
inserida numa área de forte densidade rodoviária e com bons níveis de acessibilidades
o que lhe dá vantagens em termos de vendas e de aumento do mercado,
principalmente em relação aos clientes de viaturas ligeiras, uma vez que o
mercado dos tractores agrícolas e das viaturas pesadas das pedreiras está
assegurado. O parque automóvel
português tem também conhecido um crescimento verdadeiramente espectacular
nas últimas décadas e é mais uma vertente a ter em conta no estudo de
mercado. Em 1960 existiam cerca de 180 mil
automóveis ligeiros de passageiros e cerca de 58 mil veículos de
mercadorias e autocarros. De acordo com o gráfico
seguinte, em 1996 contavam-se 2,7 milhões dos primeiros e cerca de 930 mil
dos segundos. Esse crescimento é uma consequência do desenvolvimento
económico de Portugal, do progressivo afastamento entre centros produtores e
consumidores, e da melhoria do nível
de vida das populações.
O parque automóvel
distribui-se também de uma forma desigual pelo território. Os ligeiros de
passageiros e comerciais predominam na
AML.
O Distrito de Santarém
ocupa uma posição imediatamente a seguir às grandes áreas metropolitanas.
Se analisarmos a distribuição de automóveis
ligeiros por 1000 Habitantes verifica-se que no distrito de Santarém os valores
estão entre os 24 e os 28 automóveis ligeiros por 1000 habitantes. Para além dos automóveis, há outros
equipamentos, em especial na agricultura e nas pedreiras que podem usar
combustível: tractores, motocultivadores, ceifeiras debulhadoras e enfardadeiras.
Potenciais utilizadores de uso frequente nesta zona agrícola. Equipamento Nº Explorações Tractores 1375 Motocultivadores 319 Enfardadeiras 181 Ceifeiras Debulhadoras 87 Paralelamente
a toda esta caracterização quer da indústria, quer dos transportes e quer dos
transportes, o desenvolvimento agrícola, da pecuária e da extracção de pedra
no distrito de Santarém pressupõem um aumento do mercado potencial de
combustíveis, abrindo boas perspectivas em termos de mercado, para os
diversos Postos de Abastecimento espalhados pelo País e em especial, para a
Área de Serviço de Joaquim Peres. Constata-se
que o presente projecto de ampliação e modernização da Área de Serviço de
Joaquim Peres, embora esteja a 2.2.4 - Preços a praticar Os preços a praticar pelo comerciante Joaquim Peres,
em especial nos combustíveis, lubrificantes e produtos de higiene para
conservação das viaturas serão obrigatoriamente os constantes na tabela
própria emitida para o sector. No serviço de restauração os preços dos
produtos serão variáveis e flexíveis. Os referidos preços figuram no
respectivo estudo financeiro. 2.2.5 - Canais de distribuição e Concorrência O Sr.Joaquim Ribeiro exerce o comércio
retalhista que depois de se abastecer através da Petroibérica, vende
directamente ao público consumidor. Em termos de concorrência, temos de
considerar alguns postos de abastecimento, nomeadamente em Alcanede, Rio
Maior, Santarém e Fátima. Contudo com as características do Posto de Joaquim
Ribeiro Peres não há na região. Sabe-se que o mercado do sector é
dominado por grandes empresas
petrolíferas que se localizam principalmente nos centros urbanos e junto a
boas vias de comunicação. Por esse motivo a concorrência existente na zona de
Valverde não é intensa, o que faz com que o Sr Joaquim Ribeiro Peres seja
possuidora de uma boa quota de mercado.
Actualmente os postos de abastecimento na zona são os seguintes: · Posto de abastecimento GALP- Santarém · Rodrigues Manuel Pires- Terra Fria- Pernes · Estação de serviço de Alcanede · José Marques Agostinho de Santarém · Mãe Luís &Rodrigues -Feiteira- Alcanede · Postos de Abastecimento GALP, BP e SHELL na autoestrada
Lisboa-Fátima A análise da concorrência, para além do
Estudo de mercado, serviu de base a quantificação das vendas a figurar no
estudo financeiro. Essa análise baseou-se no perfil da concorrência. · Identificaram-se os
objectivos da concorrência para avaliar o grau de satisfação dos
consumidores e o modo como vai reagir o mercado a mudanças. Os postos de
abastecimento da zona são poucos e de menor capacidade, cujos objectivos são
menos ambiciosos do que os de Joaquim Peres. · Inventariaram-se os valores
que a concorrência defende. Neste caso, excepto os
distribuidores de Santarém, e os localizados na autoestrada, não procuram
valores superiores(liderança de mercado, liderança tecnológica), mas pretendem
obter determinado nível de lucro que viabilize o negócio. · A estratégia a seguir por
Joaquim Peres, está condicionada pela capacidade que as empresas concorrentes
respondem a mudanças no mercado e pela formação e competência dos gestores da
concorrência. Os seus principais objectivos passam pelo o aumento das vendas
e por conseguinte pela manutenção dos clientes actuais e pelo o aumento da
quota de mercado. A estratégia a seguir passa pela ampliação e modernização
das instalações com o intuito de fornecer um serviço de melhor qualidade. 2.2.6 - Compra de produtos, tipo, origem e condições de pagamento Estamos em presença de um
Posto de Abastecimento que
comercializa combustíveis e óleos para além de prestar serviços de restauração
com o Snack-bar anexo. Os combustíveis são
fornecidos pela Gasolineira Petroibérica com base no contrato celebrado com
Joaquim Peres. Por sua vez os óleos, lubrificantes e toda a gama de produtos
de limpeza e de conservação de veículos são fornecidos pelas empresas de
marca. Os produtos do Snack bar são vendidos por diversos fornecedores da
região Os prazos de pagamento aos
fornecedores rondam em média os 30 dias. 2.2.7- Descrição sumária do ciclo produtivo O Sr.Joaquim Ribeiro
exerce o comércio retalhista que depois de se abastecer através da
Petroibérica, vende directamente ao público consumidor. A actividade do posto
de abastecimento de Joaquim Peres exige a execução de várias tarefas
interdependentes tendo como finalidade
principal servir com qualidade o seu utente. Esquematicamente temos:
Snack-Bar
¨
Periodicamente a Petroibérica fornece o Posto
de Abastecimento de Joaquim Peres, de combustíveis e de lubrificantes. ¨
As encomendas são feitas no momento em que se
atinge o stock de segurança ou periodicamente, tendo em vista o fornecimento
de combustível aos clientes habituais: viaturas pesadas das pedreiras e
viaturas agrícolas. ¨
O fornecimento da Petroibérica é realizado com
base no acordo celebrado com o comerciante Joaquim Peres. ¨
Todos os outros produtos vendidos na Área de
Serviço(artigos de limpeza e de conservação para automóveis) são encomendados
em quantidades consideradas suficientes para fornecer os clientes habituais e
os eventuais. Alguns destes produtos são vendidos por encomenda. ¨
Os produtos vendidos no Snack-Bar são comprados
diaria ou semanalmente em supermercados locais ou directamente do produtor de
acordo com o tipo de bem. As diversas
operações relacionadas com a aquisição, venda de combustíveis e lubrificantes
e a consequente prestação de serviços estão centralizadas no comerciante
Joaquim Peres que exerce igualmente funções administrativas. A sua esposa
está encarregue\ da exploração do Snack-Bar. 3 – CARACTERIZAÇÃO DO
PROJECTO
3.1- Objectivos e Breve
Descrição do Projecto Os investimentos a realizar com e sem o presente projecto, constituiem de certa
forma a criação de condições ao nível de recursos tecnológicos e humanos,
para o desenvolvimento do negócio, dinamizando a área de actuação através de
uma maximização das receitas, por contrapartida de um serviço mais rápido e
eficaz a oferecer ao mercado. 1ªFase - Colocação de novos tanques - Já
realizado Numa primeira fase, Joaquim Peres
procedeu ao aumento da capacidade de armazenagem de combustíveis, com a
aquisição de novos tanques destinados a guardar o gasóleo agrícola. 2ªFase - Ampliação do Snack-bar - a realizar e
incluída no presente projecto Na
2ª fase, Joaquim Peres vai proceder a alterações nas infraestruturas
existentes, nomeadamente no edifício que se encontra anexo às bombas de
combustível, por forma a aumentar a área respeitante ao snack-bar em cerca de
50m2.Este aumento da área disponível, vai destinar-se à colocação das montras
frigoríficas, de fogões, mesas, cadeiras e outras benfeitorias. 3ªFase - Ampliação da estação de serviço - a
realizar Em relação ao equipamento da estação de
serviço, vão ser introduzidas novas bombas extractoras, mais rápidas e
eficazes. A melhoria destes equipamentos é também acompanhado por uma
melhoria nas condições de segurança e higiene com a aquisição de um
interceptor de hidrocarbonetos. 4ªFase - A instalação de uma bomba GPL - a
realizar e incluída no presente projecto 5ªFase
- Equipamentos de lavagem - a realizar Paralelamente a todos estas alterações,
vai ser igualmente introduzido o sistema de lavagem automática de veículos e
limpeza de interiores, colmatando desta forma uma lacuna que se verifica no
Posto. 3.2- Instalações e Equipamentos Afectos ao
Projecto Os investimentos a realizar com o presente
projecto, contam com as instalações e equipamentos já existentes na Área de
Serviço e aqueles a realizar e não incluídos no presente projecto e já
referidos no ponto anterior. Os investimentos a realizar com o presente
projecto são os seguintes: Ø
Equipamento
de Snack-Bar (Armário frigorífico, máquina de lavar pratos,fogão,...) Ø
Equipamento
da estação de serviço(bomba de GPL,...) Ø
Fornecimento
e montagem de pala de cobertura para o Posto de Abastecimento. Ø
Trabalhos
de remodelação das instalações e do pátio do Posto de Serviço (Vidé
Lista de Investimento em anexo) 3.3- Localização O Posto de Abastecimento fica localizado
em Valverde-Alcanede a
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